Dá-se o nome de poluição a qualquer degradação
(deterioração, estrago) das condições ambientais do habitat de uma coletividade
humana. É uma perda, mesmo que relativa, da qualidade de vida em decorrência de
mudanças ambientais.
O problema da poluição, portanto, diz respeito à
qualidade de vida das aglomerações humanas. A degradação do meio ambiente do
homem provoca uma deterioração dessa qualidade, pois as condições ambientais
são imprescindíveis para a vida, tanto no sentido biológico como no social.
O Brasil produz cerca de 240 mil toneladas de lixo
por dia - número inferior ao dos EUA (607 mil t/dia), mas bem superior ao de
países como a Alemanha (85 mil t/dia) e a Suécia (10,4 mil t/dia). Desse total,
a maior parte vai parar nos lixões a céu aberto; apenas uma pequena porcentagem
é levada para locais apropriados. Uma cidade como São Paulo, gasta por dia, 1
milhão de reais com a questão do lixo. Para o IPT - Instituto de Pesquisas
Tecnológicas (1995), são poucas as prefeituras do país que possuem equipes e
políticas públicas específicas para o lixo. Quando ele não é tratado,
constitui-se num sério problema sanitário, pois expõe as pessoas a várias
doenças (diarréia, amebíase, parasitose) e contamina o solo, as águas e os
lençóis freáticos.
Nos últimos anos, tem crescido também a preocupação
com materiais tóxicos, como pilhas, baterias de telefone celular e pneus.
Quando descartados de forma irregular, esses objetos ampliam os problemas
sanitários e de contaminação. As pilhas, por exemplo, deixam vazar metais como
o zinco e o mercúrio, extremamente prejudiciais à saúde. Os pneus, ao acumular
água, transformam-se em focos de doenças, como a dengue e a malária. Desde
julho de 1999, uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)
responsabiliza os fabricantes e comerciantes pelo destino final desse tipo de produto,
depois que forem descartados pelos usuários.
Segundo Oliveira (1997), as poluições física,
química e biológica são os principais danos provocados pela disposição
inadequada do lixo nos cursos d'água, como forma de destino final.
Podem ser classificados como forma de poluição
física, o aumento da turbidez da água, a formação de bancos de lodos ou
sedimentos inertes, a variação do gradiente de temperatura, etc. Na ocorrência
de tais perturbações, as mesmas tendem a interferir na quebra do ciclo vital de
espécies do meio aquático, tornando a água biologicamente estéril.
Apresenta-se como forma de poluição química: a
mudança de coloração das águas, formação de correntes ácidas, águas duras,
águas tóxicas, ocasionando o envenenamento de peixes, aves, animais diversos e
o homem.
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