O crescimento populacional de hoje não tem
precedentes. Segundo cálculos da Organização das Nações Unidas (PNUD, 2001),
cerca de 150 pessoas nascem a cada minuto. Teóricos crêem que a Terra está
próxima do máximo de habitantes que pode alimentar, mas não há consenso. Na
agricultura, o uso da água supera a taxa de reposição. A péssima distribuição
de alimentos e de riquezas já vem comprometendo há muito o equilíbrio social e
catástrofes em série se anunciam através do esgotamento dos recursos naturais
o alimento entre eles e o aumento da poluição com o acúmulo de
dejetos de toda a espécie.
Além de todos os tipos de lixo normal, que incluem
a matéria orgânica do dia-a-dia, restos de alimentos, o material reciclável,
entre outros mais comuns, alguns tipos não despertam cuidados e podem causar
sérios danos ao ambiente, principalmente por conter elementos químicos na forma
iônica que são absorvidos e acumulados pelo organismo.
São elementos presentes em cosméticos e maquiagens,
como alumínio, que pode causar a Síndrome de Alzheimer; nas pilhas e baterias,
que lança níquel e cádmio no ambiente; nas lâmpadas que possuem mercúrio, um
metal pesado e tóxico que pode contaminar solos e a água; nas pastilhas e lonas
de freios, que contém amianto e se acumula nos pulmões; nos materiais de
eletrônica, que contém chumbo; nos fertilizantes, que são ricos em fósforo, o
lixo radiativo, proveniente de usinas, máquinas de radioterapia e raios-X
(césio).
Alguns elementos radiativos podem levar milhares de
anos para serem absorvidos pela natureza. A radiação destrói as células
humanas, matando-as ou causando mutações. Só das usinas nucleares, o plutônio,
que é o mais perigoso dos subprodutos radiativos e também o de mais longa vida,
mantém sua periculosidade durante, pelo menos, 500 mil anos. Este é, aliás, o
período de tempo em que o elemento deve permanecer isolado do meio ambiente.
Meio milionésimo de grama deste elemento - uma dose invisível é
cancerígeno. Cerca de 500 gramas, se uniformemente distribuídos, poderiam
induzir potencialmente o câncer pulmonar em todas as pessoas do planeta.
O lixo invisível é tão ou mais abundante que o
domiciliar e industrial. Diariamente são emitidos milhares de toneladas de
gases na atmosfera e aumenta diuturnamente a carga de elementos da chamada
poluição invisível (compostos orgânicos voláteis). Há muita coisa para fazer
com relação à população, mas o mais difícil de enfrentar é o excesso do
consumo, que produz também lixo em excesso e outros elementos de alta
periculosidade.
O lixo visível do Brasil chega em média a 125 mil
toneladas por dia, quase um milhão por semana. Cerca de 75% dessa produção vai
para os grandes lixões. Grande parte do material depositado nos lixões pode
levar até 400 anos para se decompor, outra parte é composta por lixo tóxico
misturado com restos de alimentos. Menos de 1% do lixo orgânico é destinado
para usina de compostagem, apenas 0,1% é incinerado.
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