sexta-feira, 30 de novembro de 2012

COMPOSIÇÃO DO LIXO...



     O crescimento populacional de hoje não tem precedentes. Segundo cálculos da Organização das Nações Unidas (PNUD, 2001), cerca de 150 pessoas nascem a cada minuto. Teóricos crêem que a Terra está próxima do máximo de habitantes que pode alimentar, mas não há consenso. Na agricultura, o uso da água supera a taxa de reposição. A péssima distribuição de alimentos e de riquezas já vem comprometendo há muito o equilíbrio social e catástrofes em série se anunciam através do esgotamento dos recursos naturais o alimento entre eles e o aumento da poluição com o acúmulo de dejetos de toda a espécie.
     Além de todos os tipos de lixo normal, que incluem a matéria orgânica do dia-a-dia, restos de alimentos, o material reciclável, entre outros mais comuns, alguns tipos não despertam cuidados e podem causar sérios danos ao ambiente, principalmente por conter elementos químicos na forma iônica que são absorvidos e acumulados pelo organismo.
     São elementos presentes em cosméticos e maquiagens, como alumínio, que pode causar a Síndrome de Alzheimer; nas pilhas e baterias, que lança níquel e cádmio no ambiente; nas lâmpadas que possuem mercúrio, um metal pesado e tóxico que pode contaminar solos e a água; nas pastilhas e lonas de freios, que contém amianto e se acumula nos pulmões; nos materiais de eletrônica, que contém chumbo; nos fertilizantes, que são ricos em fósforo, o lixo radiativo, proveniente de usinas, máquinas de radioterapia e raios-X (césio).
     Alguns elementos radiativos podem levar milhares de anos para serem absorvidos pela natureza. A radiação destrói as células humanas, matando-as ou causando mutações. Só das usinas nucleares, o plutônio, que é o mais perigoso dos subprodutos radiativos e também o de mais longa vida, mantém sua periculosidade durante, pelo menos, 500 mil anos. Este é, aliás, o período de tempo em que o elemento deve permanecer isolado do meio ambiente. Meio milionésimo de grama deste elemento - uma dose invisível é cancerígeno. Cerca de 500 gramas, se uniformemente distribuídos, poderiam induzir potencialmente o câncer pulmonar em todas as pessoas do planeta.
     O lixo invisível é tão ou mais abundante que o domiciliar e industrial. Diariamente são emitidos milhares de toneladas de gases na atmosfera e aumenta diuturnamente a carga de elementos da chamada poluição invisível (compostos orgânicos voláteis). Há muita coisa para fazer com relação à população, mas o mais difícil de enfrentar é o excesso do consumo, que produz também lixo em excesso e outros elementos de alta periculosidade.
     O lixo visível do Brasil chega em média a 125 mil toneladas por dia, quase um milhão por semana. Cerca de 75% dessa produção vai para os grandes lixões. Grande parte do material depositado nos lixões pode levar até 400 anos para se decompor, outra parte é composta por lixo tóxico misturado com restos de alimentos. Menos de 1% do lixo orgânico é destinado para usina de compostagem, apenas 0,1% é incinerado.

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