Para determinar a melhor tecnologia para
tratamento, aproveitamento ou destinação final do lixo é necessário conhecer a
sua classificação, pois o lixo possui uma complexa composição, onde atuam
diversos elementos de diferentes fontes. O lixo pode ser classificado de acordo
com sua natureza física, composição química, origem, riscos potenciais ao meio
ambiente, entre outros fatores. Quanto a sua natureza e estado físico, o mesmo
pode ser classificado em sólido, líquido, gasoso e pastoso (Oliveira, 1997).
No que se refere ao critério de origem e produção,
classifica-se da seguinte forma:
Lixo urbano: Formado por
resíduos sólidos em áreas urbanas, onde se incluem os resíduos domésticos, os
efluentes industriais domiciliares (pequenas indústrias de fundo de quintal) e
resíduos comerciais;
Lixo domiciliar: Formado pelos
resíduos sólidos de atividades residenciais, contém muita quantidade de matéria
orgânica, plástico, lata, vidro, papéis, etc;
Lixo comercial: Formado pelos
resíduos sólidos das áreas comerciais, compostos por matéria orgânica, papéis e
plásticos de vários grupos.
Lixo público: Formado por
resíduos provenientes de limpeza pública (areia, papéis, folhagem, poda de
árvores);
Lixo especial: Formado por
resíduos geralmente industriais, merece tratamento, manipulação e transporte
especial, são eles: pilhas, baterias, embalagens de agrotóxicos, embalagens de
combustíveis, de remédios ou venenos;
Lixo industrial: Nem todos os
resíduos produzidos por indústria, podem ser designados como lixo industrial.
Algumas indústrias do meio urbano produzem resíduos semelhantes ao doméstico,
exemplo disto são as padarias; os demais poderão ser enquadrados em lixo
especial e ter o mesmo destino;
Lixo de serviço de saúde: Os serviços
hospitalares, ambulatoriais, farmácias, são geradores dos mais variados tipos
de resíduos sépticos, resultados de curativos, aplicação de medicamentos que em
contato com o meio ambiente ou misturado ao lixo doméstico poderão ser
patógenos ou vetores de doenças. Eles devem ser destinados à incineração;
Lixo atômico: Produto resultante
da queima do combustível nuclear, composto de urânio enriquecido com isótopo
atômico 235. A elevada radioatividade constitui um grave perigo à saúde da
população e por isso deve ser enterrado em local próprio e inacessível;
Lixo espacial: Restos provenientes
dos objetos lançados pelo homem no espaço, que circulam ao redor da Terra com a
velocidade de cerca de 28 mil quilômetros por hora. São estágios completos de
foguetes, satélites desativados, tanques de combustível e fragmentos de
aparelhos que explodiram normalmente por acidente ou foram destruídos pela ação
das armas anti-satélites;
Lixo radioativo: Resíduo tóxico e
venenoso formado por substâncias radioativas resultantes do funcionamento de
reatores nucleares. Como não há um lugar seguro para armazenar esse lixo
radioativo, a alternativa recomendada pelos cientistas foi colocá-lo em
tambores ou recipientes de concreto impermeáveis e à prova de radiação e
enterrá-los em terrenos estáveis, no subsolo.
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