sexta-feira, 30 de novembro de 2012

CONSIDERAÇÕES FINAIS...



     O hábito de consumo dos moradores das cidades, especialmente daqueles com poder de compra, alcançou padrões insustentáveis, imperando a cultura do "produto descartável", enaltecido pelas propagandas como prático e moderno.
     A industrialização acelerada e desordenada pelas metrópoles contemporâneas amplia os desequilíbrios ambientais e faz das mesmas centros nervosos, produtoras de indivíduos estressados.
     A base material para produzir tudo o que se consome no planeta é praticamente a mesma desde a antiguidade, o que se altera são os novos impulsos tecnológicos para os demais produtos e a produção de embalagens. Recursos não renováveis no tempo da produção como os derivados de petróleo, minérios e recursos da biodiversidade (especialmente os recursos florestais) ainda são as principais matrizes energéticas e produtivas. O mundo nunca teve tantas pessoas, vivendo tanto tempo e com voracidade tão grande pelos recursos do planeta quanto na atualidade.
     Tudo aquilo que já foi utilizado uma vez e que não pode ser aproveitado dentro das possibilidades do homem urbano é considerado lixo. O homem moderno, sem saber o que fazer com a embalagem que utilizou por pouco tempo, acaba por considerar a mesma inútil e a destina para o serviço de coleta pública.
     Apesar de o problema ser grave e influenciar diretamente a qualidade de vida das cidades, o sistema utilizado para coletar, tratar e dispor os resíduos sólidos não evoluiu na mesma progressão que o aumento da quantidade de seus moradores e da produção de lixo per capita.
     Alternativas para melhorar o sistema de gerenciamento dos resíduos sólidos começam a surgir nas cidades dos país, pressionadas pela gravidade da situação pelas agências estaduais de meio ambiente ou pelo Ministério Público e por alguns gestores municipais mais preocupados coma questão.
     Porém, grande parte dos municípios que iniciam esse processo carece de informação sobre o assunto. Restam então apenas e pioneiras experiências que lutam para integrar os conceitos das ciências sociais à lógica do gerenciamento, assim como cresce a postura de que, mais do que coletar tudo e enterrar adequadamente, é preciso minimizar a geração de resíduos sólidos, disseminar o consumo consciente, desenvolver novas tecnologias de tratamento e reaproveitamento ao máximo de cada material e incluir nessas alternativas as pessoas que vivem do lixo.

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