O hábito de consumo dos
moradores das cidades, especialmente daqueles com poder de compra, alcançou
padrões insustentáveis, imperando a cultura do "produto descartável",
enaltecido pelas propagandas como prático e moderno.
A industrialização acelerada e desordenada pelas
metrópoles contemporâneas amplia os desequilíbrios ambientais e faz das mesmas
centros nervosos, produtoras de indivíduos estressados.
A base material para produzir tudo o que se consome
no planeta é praticamente a mesma desde a antiguidade, o que se altera são os
novos impulsos tecnológicos para os demais produtos e a produção de embalagens.
Recursos não renováveis no tempo da produção como os derivados de petróleo,
minérios e recursos da biodiversidade (especialmente os recursos florestais)
ainda são as principais matrizes energéticas e produtivas. O mundo nunca teve
tantas pessoas, vivendo tanto tempo e com voracidade tão grande pelos recursos
do planeta quanto na atualidade.
Tudo aquilo que já foi utilizado uma vez e que não
pode ser aproveitado dentro das possibilidades do homem urbano é considerado
lixo. O homem moderno, sem saber o que fazer com a embalagem que utilizou por
pouco tempo, acaba por considerar a mesma inútil e a destina para o serviço de
coleta pública.
Apesar de o problema ser grave e influenciar
diretamente a qualidade de vida das cidades, o sistema utilizado para coletar,
tratar e dispor os resíduos sólidos não evoluiu na mesma progressão que o
aumento da quantidade de seus moradores e da produção de lixo per capita.
Alternativas para melhorar o sistema de
gerenciamento dos resíduos sólidos começam a surgir nas cidades dos país,
pressionadas pela gravidade da situação pelas agências estaduais de meio
ambiente ou pelo Ministério Público e por alguns gestores municipais mais
preocupados coma questão.
Porém, grande parte dos municípios que iniciam esse
processo carece de informação sobre o assunto. Restam então apenas e pioneiras
experiências que lutam para integrar os conceitos das ciências sociais à lógica
do gerenciamento, assim como cresce a postura de que, mais do que coletar tudo
e enterrar adequadamente, é preciso minimizar a geração de resíduos sólidos,
disseminar o consumo consciente, desenvolver novas tecnologias de tratamento e
reaproveitamento ao máximo de cada material e incluir nessas alternativas as
pessoas que vivem do lixo.
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