A palavra lixo, derivada do termo latim lix,
significa "cinza". No dicionário, ela é definida como sujeira,
imundice, coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor. Lixo, na linguagem
técnica, é sinônimo de resíduos sólidos e é representado por materiais
descartados pelas atividades humanas. Desde os tempos mais remotos até meados
do século XVIII, quando surgiram as primeiras indústrias na Europa, o lixo era produzido
em pequena quantidade e constituído essencialmente de sobras de alimentos.
A partir da Revolução Industrial, as fábricas
começaram a produzir objetos de consumo em larga escala e a introduzir novas
embalagens no mercado, aumentando consideravelmente o volume e a diversidade de
resíduos gerados nas áreas urbanas. O homem passou a viver então a era dos
descartáveis em que a maior parte dos produtos desde guardanapos de papel
e latas de refrigerante, até computadores são inutilizados e jogados fora
com enorme rapidez. Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado das metrópoles fez
com que as áreas disponíveis para colocar o lixo se tornassem escassas. A
sujeira acumulada no ambiente
aumentou a poluição do solo e das águas e piorou as
condições de saúde das populações em todo o mundo, especialmente nas regiões
menos desenvolvidas. Até hoje, no Brasil, a maior parte dos resíduos recolhidos
nos centros urbanos é simplesmente jogada sem qualquer cuidado em depósitos
existentes nas periferias das cidades. O lixo urbano é, portanto um dos maiores
problemas ambientais da atualidade, pois os moldes de consumo adotados pela
maioria das sociedades modernas estão provocando um aumento contínuo e
exagerado na quantidade de lixo produzido.
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